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Educação especial e autismo: especialista alerta sobre direitos e deveres das escolas

  • Foto do escritor: salesebarbosa
    salesebarbosa
  • 27 de fev.
  • 2 min de leitura
Dr. Fabrício Barbosa, Advogado
Dr. Fabrício Barbosa, Advogado

Em entrevista à nossa reportagem, o advogado especialista em Direito Educacional e defesa de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Dr. Fabricio Barbosa, esclareceu quais são os principais direitos garantidos por lei, os erros mais comuns cometidos por instituições de ensino e como os pais podem agir para proteger o desenvolvimento escolar dos filhos.


Embora o acesso à educação inclusiva esteja assegurado na legislação brasileira, ainda há resistência prática por parte de algumas escolas — especialmente no que diz respeito ao suporte individualizado.


Inclusão não é favor, é obrigação legal


De acordo com o especialista, a base legal começa na Constituição Federal do Brasil, que garante educação como direito fundamental.


A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência determina que escolas públicas e privadas são obrigadas a promover inclusão plena, sem cobrança de valores adicionais.


“É importante que os pais saibam: a escola não pode recusar matrícula, não pode cobrar taxa extra e não pode transferir para a família o custo do profissional de apoio”, explica o advogado.


Acompanhante terapêutico e suporte individual


Um dos pontos que mais geram dúvidas é o direito ao acompanhante especializado.


Segundo o especialista, quando há laudo médico indicando necessidade de apoio individual, a escola deve fornecer profissional capacitado para auxiliar a criança em sala, garantindo acesso ao conteúdo pedagógico e à convivência social.


A negativa pode configurar discriminação e violação de direitos fundamentais.


“Não se trata de privilégio, mas de equidade. O objetivo é permitir que a criança esteja em igualdade de condições com os demais alunos”, afirma.


Quando procurar orientação jurídica?


De acordo com o Dr. Fabrício Barbosa, alguns sinais indicam que os pais devem buscar orientação especializada:


  • Solicitação de pagamento extra para inclusão

  • Pressão para mudança de escola

  • Recusa de matrícula

  • Falta de profissional de apoio mesmo com laudo

  • Suspensões recorrentes da criança

  • Atraso no desenvolvimento da criança


“Muitos pais aceitam situações ilegais por medo de prejudicar o filho. Mas a atuação técnica e estratégica resolve a maioria dos casos sem necessidade de conflito prolongado”, explica.


Pais bem orientados tomam decisões mais seguras — e garantem que seus filhos tenham não apenas matrícula, mas verdadeira inclusão.


Se você deseja entender melhor seus direitos ou avaliar uma situação específica, buscar orientação especializada pode ser o primeiro passo para transformar a realidade escolar da sua família.


 
 
 

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